Sal da Terra

  • Ano: 2013
  • Técnica: fotografia / desenho

 

Vós sois o sal da terra; mas, se o sal perder a sua força, como se lhe restabelecerá a sua salinidade? Não presta mais para nada, senão para ser lançado fora, a fim de ser pisado pelos homens.

Mateus 5:13

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 Fotografia, jato de tinta s/ papel de algodão, 45x70, edição de 5+P.A.

 

 Quimigramas, sal, drogas várias, gelatina e prata s/papel, dim. variáveis, provas únicas

 

 

"Em SAL, Henrique Vieira Ribeiro apresenta-nos um conjunto de obras que se alinham tanto pela qualidade plástica como ainda pela profunda camada de sentido sobre a qual se forma frequentemente o seu trabalho.
Em primeira instância, ressalta o fascínio sobre o mundo natural, onde cativo, o olhar do artista toma para si a transformação, a ondulação e a correlação dos elementos. A enunciação de fenómenos naturais, como reações químicas do sal contra os diferentes tipos de solo, abre portas ao universo das grandes dicotomias e ainda, dos símbolos universais do Sagrado.

Suspeição do divino – evidencia-se aqui o estreito entre religião e arte que se funda nessa potência do ato criativo humano. Como sugere Ernst Cassirer elas parecem “variações sobre o mesmo tema” que talvez desponte de um arrebatamento, de um fervor particular da alma e dos sentidos, de uma superação ou extrapolação de si, de um sentimento intraduzível de algo como a fé. Em “Sal da Terra e Luz do Mundo” [Mateus 5], estamos perante mais que referências bíblicas, estamos perante imagens da dimensão humana, das relações poéticas e imaginárias que estabelecemos com o tangível e com o inatingível, imagens que se elevam e crescem em nós, e que nos elevam, preenchendo-nos quiçá, do mesmo sentido contemplativo que terá levado tantos homens em pontos temporais e geográficos tão distantes a relacionarem-se e fabularem copiosamente sobre estes mesmos temas."

Andreia César, 2015

 

  

 

   Exposição "Re-Tornar Terra", Galeria BangBang, 2016, curadoria de Andreia César

 

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